Redlady

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Surpreendente revelação

Em Coisas, Descoberta em 28/09/2010 às 12:57

A vida sempre nos surpreende, eu hoje percebi um problema meu, que antes eu não admitiria, assisti ao filme Um diário de uma ninfomaníaca, eis que me mudou a vida e me permitiu admitir como eu sou.

Minha primeira relação quase sexual foi com o (vou atrás de ver o nome que já postei aqui) percebi que não fiz referência à ele ainda, seu nome é Platão. Eu tinha somente 12 anos, mas fizemos coisas bem interessantes para quem está nessa idade, apesar de ser algo prematuro eu acreditava que não deveria ter relações sexuais com ele, não ainda, além de eu me achar nova pra lidar com esse tipo de pressão, eu ainda o achava um safado sem noção, logo não fiz com ele nada mais do que frescar.

Meu segundo namorado, esse sim, insitiu tanto que terminei por transar na sala de minha casa com meu pai no quarto, começava minha odisséia e minhas dores de cabeça moral.

Meu terceiro “namorado” não foi lá essas coisas, por culpas e seres possuindo meu corpo acabei por fazendo na escada do meu prédio, fugi dele como quem foge da cruz, pois ele tentou se matar quando eu disse, já chega né.

Meu quarto grande amor foi o homem da minha vida, o sexo com ele era uma descoberta, apesar de muito tempo juntos, ele fazia questão de manter as coisas sempre ativas, e eu experimentei com ele momentos deliciosos e surpreendentes. Foi minha primeira vez em um carro, sem fumê, no frio, foi bom descobrir que o perigo era um elemento a mais.

Meu quinto “namorado”, ele que me perdoe as aspas, mas afinal não sei nem quando começou só ainda relembro com dor de cabeça quando terminou. Tem um apetite sexual que muitos duvidariam, uma amiga minha duvida, não é pra tanto, ele não parece ser o que ele é capaz de se tornar na cama, em parte por que eu gosto de coisas bem esquisitas, mas com ele o sexo é divino, é mágico e não mais possivel.

Conversando com ele sobre o quão ele mexe comigo, ele se sente como um dos maiores fodedores da terra, mas para se fazer uma boa transa é preciso duas pessoas e eu bem lembro que ele foi a minha pior de todas, de todos os tempos e todas as décadas e de todas reencarnações, dou graças por tê-lo dado uma segunda chance.

Este último é meu último namorado, mas não minha última transa…

Alguém tem um dorflex, a dor de cabeça moral voltou.

Retomada

Em Coisas, Descoberta em 26/09/2010 às 16:38

Como tudo na vida, largamos tudo e todos que nos deveriam causar comoção e partimos solitários para uma vida sem sentido, sem motivos pra respirar, o psicológico nos diz que não respirar é muito bom, pois sem essa função vital, já não há vida. Mas e meu propósito de vida, qual seria? Eu jamais descobriria. Como odeio largar as coisas por fazer, acredito que seja importante eu esperar para ver o que vem por aí.

Falemos sobre minha dificuldade de dizer Não. O que diabos é isso, da onde surge isso? Psicólogos indicam que eu não ouvi “não” em minha infância, amigos falam que isso é bobagem que eu devo só e tão somente só me importar comigo. Mas eu sou diferente, algo de muito ruim me acontece quando preciso dizer não pra alguém.

Quando criança papai andava sempre sofrendo com maldades do titio e eu via em seus olhos a dor de ter ouvido um não, ele me falava que: Eu nunca, jamais, fizesse à alguém algo que eu não gostaria que fosse feito comigo. Acho que isso é meu lema, meu honesto lema. Pois quando estou assim desolada sem rumo, sem lugar pra me virar, eu penso em pedir algo a alguém, a quem quer que seja para que me tire desse desespero que me preenche os dias e a alma e o que tenho ouvido são Nãos, são conselhos que não me ajudam, são frases ocas de não fique assim, de deixe pra lá, de não se importe.
Devo morrer e nascer novamente para que eu possa pôr em prática tais conselhos, pois minha vida sempre foi assim, me importar… simplesmente me importar, com tudo, com todos, com qualquer coisa, me importar se aquele cara de ontem a quem esteja há minutos na tentativa de entrar de ré na rua movimentada e eu parei todos atrás de mim por ele e ele uniu arrogância nos infernos, não me agradeceu e me colocou com o carro transpassado na via, e eu sentia atrás de mim pessoas com ódio de minha atitude. Eu simplesmente me importo.

Se existe algo que me magoei é eu me sentir assim e não ter ninguém pra enxergar a dimensão do que sinto, a tristeza, o nó que está na minha garganta me comendo os pensamentos, me magoando de um jeito que eu não suporto estar presa dentro de mim. E se eu encontro uma amiga a quem eu deveria ter como amiga e conto 1 milionésimo de como estou e como anda meu dia, ela usa esse milionésimo pra me humilhar na primeira oportunidade que surge: “É por isso que ninguém suporta você e todos querem sair de perto de você, só eu te suporto”, pois bem, obrigada por me suportar e me fazer ver que nunca tive amiga e adeus. Não perco grandes coisas, pois se não estou de carro ela não quer suportar estar do meu lado, de carro ela percorre grandes distancia fingindo interesse em minha vida, mas pra tentar ser honesta com ela, que espero que nunca leia isso, ela é um pobre ser parasita que necessita de um macho alfa pangaré para lhe oferecer mordomias, enquanto outro macho alfa sem noção a satisfaz na cama, não é um ser que eu deseje sequer remotamente parecer. Mas deixemos o resto pra depois, pois a peixinha parasita estar por vir, sou uma ótima companhia pra levá-la ao treinamento de carro.

Surpreendente vida

Em Descoberta, Vida em 28/10/2009 às 22:37

Olhe bem, acreditar ou não em coisas que para você são obscuras, não significa que seja para todos, já dizia Einstein, depende do ponto de referência. Olhem como a vida surpreende e daí para poucos toca o sino, “Ah, então é isso!?!”, após minha frustrada tentativa de espontaneamente ter cachorros de ursos de pelúcia se tornando reais, eu notei que as coisas são mágicas de um jeito diferente.

Passados mais ou menos 30 dias, eu passava por uma loja e…. Espera.

Primeiro vou explicar por que eu queria que aqueles cachorros fossem reais.

Meus pais moram em apartamento desde que nasci e não é lugar para animais, então bichos no prédio é “Não, de jeito nenhum”, mas daí pensei que se animais de pelúcia se transformassem em bichos reais, meus pais não iriam se opor, afinal eles já estavam na casa, só teriam outra forma agora.

Voltando… Eu ia passando pela loja e vi um cachorrinho no colo de uma senhora, todo marrom escuro e me apaixonei (pensei, não é de pelúcia, mas é muito mais fofo) conversando com a tal senhora sobre como amo animais e como eu adoraria ter um cachorro como aquele, ela simplesmente me deu o cachorro e lá vou eu toda selerepe para casa com um cachorro que provavelmente seria despejado e enxotado.

Por incrível que pareça meus pais nada disseram e após cerca de 30 dias, outro cachorro entrou em nossas vidas, branco com marrom claro. Estava aí o milagre que pedi a Deus, dois cachorros e a presença deles não incomodava meus pais, pelo contrário, meus pais se apegaram a ele.

Foi nesse mesmo ano que decidi que deveria dar meus ursos de pelúcia para outra criança.

Aprendendo a viver

Em Coisas, Descoberta em 27/10/2009 às 22:26

Decidida a tirar a limpo essa história que hoje carrego como um pesado fardo, sai em busca de testar coisas e eis que me vi, sendo testada também, tiveram momentos em que o pacto que eu me propus estava sendo posto à prova e por vezes falhei em notar, mas minha mentora (sim, uma mulher, incrível isso, já que não me dou com mulheres) Solistis impaciente como sempre, me largava e deixava essa com uma questão que eu jurava que nunca descobriria, grande mentora, bela forma de educar, somente hoje percebo o quão importante era o que ela fazia, como uma boa ignorante eu tive momentos de não ver além dos que meus olhos mostravam e não conseguia enxergar o óbvio entre as coisas absolutas.

Um nó na garganta está formado em mim, pois como eu disse no inicio dessa conversa, eu fui largada, mas não de uma forma qualquer. Simplesmente me sinto humilhada e rebaixada.

Eu devia ter escrito mais sobre isso logo após ter acontecido isso, guardei para falar sobre isso após um tempo e com isso perdi de contar coisas incríveis que aprendi a enxergar. Sempre que estou cuidando do que me dão para cuidar eu recebo uma missão e sigo nela até que eu seja dispensada, sempre através de certas palavras-chave.

Com ele foi diferente, prematuramente ele me dispensou, sem sinais de que eu fiz o que teria de fazer, entrei em pânico, procurei por ele, me esforcei para perceber meu erro e tentar reconquistá-lo e ele usou a bendita frase que me libertaria disso tudo: “Eu não quero mais ficar com você”, pronto era isso, eu já estava bem, agora era esperar a próxima tarefa e pronto, seguiria com minha vida, mas teve uma reviravolta nos últimos dois dias, a mais importante que cabe ser dita aqui e agora é que ele mentiu.

Update:O último parágrafo foi escrito há três semenas e hoje, realmente, hoje faz tanto sentido tudo isso, mas com mais complicações.

Nestas três semanas descobri que a coisa é mais complicada do que eu tinha dito, começamos por ele ainda me amar e estarmos atualmente namorando, mas isso não é tudo. Eu o aceitei de braços abertos, engasguei com todas as mentiras que ele contou e em certo ponto o desmascarei. Terminamos. Voltamos.  Estou depressiva e confuso, ele bem viu, mas não enxergou que um dia choro por nada e no outro pulo de alegria. =(

Me sinto usada, mas feliz. Burra é a palavra que você procurou, mas devo explicar que ainda não acabou. Aguarde.

Mexendo com a vida

Em Descoberta, Vida em 18/10/2009 às 16:00

No meu aniversário, notei que tudo ia bem, eu havia feito uma escolha, em troca de meu dom, eu ofereci algo, algo que eu achei estúpido e inútil, não querendo parecer melancólica nem nada, sem dramas, eu simplesmente ofereci minha felicidade. Pareceu-me bem justo, já que eu nem era feliz mesmo e também achava que seria nunca, mas me sentia bem quando via outras pessoas bem por algo que eu fiz por elas, mesmo sem ouvir delas um Obrigado, isso por que em geral as pessoas não notam algo de bom a não ser que caia sobre a fuça delas e tenham laços e esteja em caixa de presente, do contrário elas não enxergam que é pelo bem delas.

De todo jeito, no meu aniversário alguns anos depois, que por acaso é um dos piores dias da minha vida, afinal pra quem não é feliz, são dias inúteis, até por que não consigo fazer ninguém feliz no dia em que querem que eu esteja feliz, totalmente inútil.

Pois bem, eu desejei dois cachorros, mas deixe-me contar que não eram quaisquer cachorros, eu queria os dois cachorros que eu tinha que eram de ursinho de pelúcia, então desejei antes de ir dormir e cuidadosamente os tranquei no meu banheiro, para que eles não acordassem ninguém pela manhã e adormeci pedindo isso e repetindo isso, pela manhã eu estava excitada, alvorecida, corri para o banheiro e fiz suspense para me preparar para a cena: um cachorro azul com branco e um marrom escuro com vermelho bordô pulando e saltitando sobre o meu colo, qual não foi minha surpresa quando vi que eles ainda eram de pelúcia, fiquei chocada, horrorizada, então é mentira, não existe mágica.

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